segunda-feira, maio 07, 2007

Estudo arrasa conservatórios

A ministra quis avaliar o ensino ministrado nos conservatórios. O resultado é desanimador
Por: Luciana Leiderfarb Rosa Pedroso - Limalleiderfarb@expresso.pt
Uma “situação caótica”, com “peculiaridades que parecem rondar o absurdo”, a que se junta “incompetência administrativa”, elevadas taxas de reprovação e de abandono escolar e ausência de mecanismos de fiscalização e avaliação. É este, em traços largos, o panorama do ensino artístico em Portugal, segundo o relatório encomendado pela ministra da Educação a um grupo de especialistas para traçar o destino dos sete conservatórios e das centenas de escolas especializadas em Música e Dança.
O estudo é particularmente arrasador para o ensino da Música. Arrastando há anos um conjunto de indefinições, a que se junta um indecifrável emaranhado legal, chegaram a uma “situação dificilmente governável”, diz o relatório. Solução? “É necessário refundar” o sistema e “integrá-lo plenamente no sistema educativo”. E aqui começam os problemas. Os relatores sugerem que acabe o regime supletivo em que funciona a grande maioria dos alunos de Música e de acordo com o qual os alunos têm a sua escolaridade normal e acumulam essa formação com o currículo completo dos conservatórios. Um regime que “não faz sentido”, diz o relatório. Os relatores querem que o modelo integrado — os alunos têm todas as disciplinas na mesma escola, incluindo as de Música — passe a ser predominante. Admitem mesmo que as escolas de ensino normal têm condições para aderir a este novo modelo.
Mais detalhes em pág. 30 - 1º Carderno: http://impresa.newspaperdirect.com/epaper/viewer.aspx

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